Os manifestantes na frente do QG do Exército em Brasília reagiram com xingamentos ao pronunciamento de Hamilton Mourão, presidente em exercício, na noite de hoje.

Sobrou até para o Exército, chamado de “frouxo” por parte de bolsonaristas, o que causou discussões ásperas entre acampados.

Ação de Mourão x reação dos acampados

Presidente em exercício abre a fala sem convocar um golpe e manifestantes puxam o coro de “Hei Mourão, vai tomar no c*”.

Mourão diz que a alternância de poder é saudável e acampados riem de forma sarcástica e raivosa.

Críticas ao Exército

Um grupo foi até o QG e chamou os soldados de “frouxos”.

Pessoas que estavam distantes gritaram: “vergonha, vergonha, vergonha”.

Instituição cultuada por considerável parcela dos manifestantes, o Exército logo ganhou advogados. Alguns manifestantes começaram a defender os militares e várias discussões acaloradas estiveram perto de virar briga.

Os principais pontos do pronunciamento de Mourão

Sem citar nomes, ele criticou integrantes dos três Poderes em razão de um “silêncio ou protagonismo inoportuno e deletério”;

Afirmou que o Brasil trocará de governo, mas não de regime;

Pediu a apoiadores que “retornem aos seus afazeres”, sem mencionar diretamente bolsonaristas que permanecem nas portas de quartéis.

Como tentaram acalmar os ânimos

Uma mulher subiu ao palco e disse que tudo é parte de um plano e que o golpe virá antes do amanhecer.

Um pastor proibiu pessoas de subirem no palco para falar mal do Exército porque causaria brigas.

Decepção e deserção

A sensação coletiva era de que os acampados —que pedem um golpe militar— foram traídos pelas Forças Armadas e pelo governo Jair Bolsonaro.

O único levante foi de cadeiras de praia de pessoas que abandonaram o QG do Exército. Eles foram para avenida esperar Uber e ainda ouviram provocações de petistas que passavam de carro.


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