O Hospital Regional João Penido (HRJP), em Juiz de Fora, comemorou nesta terça-feira (8/7) seus 75 anos de fundação. A celebração reuniu pacientes, servidores, gestores, diretores e autoridades para relembrar trajetórias marcantes e reforçar a importância da unidade como referência para cerca de um milhão e setecentas mil pessoas em 94 municípios da macrorregião Sudeste de Minas Gerais.
Entre os convidados estava Adilbiton de Castro, de 43 anos, que teve a perna esquerda amputada após ser atropelado por um trem, há 13 anos. Desde então, tornou-se paciente do Centro de Reabilitação do hospital, onde passou por tratamento durante um ano e recebeu uma prótese. “Cheguei ao hospital com um sentimento de perda e de tristeza. Com o atendimento recebido, experimentei um verdadeiro renascimento”, afirmou. “Graças ao tratamento que recebi, voltei a pedalar e a praticar karatê.”
Com mais de sete décadas de história, o HRJP se consolidou como referência em atendimentos secundários (consultas especializadas), terciários (internações) e em gestações de alto risco. “Os parabéns são para os servidores que fazem a diferença na vida das pessoas. Esse é o nosso maior propósito”, afirmou a presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Renata Dias. “Que a gente consiga fazer cada vez mais pela saúde e pelo SUS!”
Somente em 2024, a unidade já realizou cerca de quatro mil internações, três mil cirurgias nos blocos cirúrgico e obstétrico, além de mais de três mil atendimentos de urgência e doze mil consultas eletivas. Foram ainda quase 192 mil exames complementares realizados no mesmo período.
O hospital também é destaque como único da microrregião composta por 48 municípios a oferecer reabilitação e entrega de dispositivos auxiliares de locomoção – próteses, órteses e cadeiras de rodas. O atendimento é feito por equipe multidisciplinar, formada por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e fonoaudiólogos. “O serviço promove recuperação funcional, autonomia e inclusão social”, destacou a direção. Atualmente, cerca de mil atendimentos são realizados por mês nesse setor.
Durante a cerimônia, foi feita a entrega simbólica de uma cadeira de rodas motorizada para a paciente Eleir de Oliveira, que perdeu movimentos por causa da esclerose lateral amiotrófica. “Me sinto realizada, pois vou ganhar muito mais liberdade“, disse emocionada.
A comemoração também incluiu homenagens aos servidores que marcaram a história do hospital. Profissionais aposentados receberam placas comemorativas. “Foi um privilégio sem igual tratar pessoas com transtornos mentais em um hospital geral. Juntos derrubamos muros e estigmas”, declarou a médica psiquiatra Gioconda Furtado. “Guardarei cada história no melhor lugar da minha memória.”
Os servidores com mais de 40 anos de atuação também foram reconhecidos por meio do projeto Reconhecer, que valoriza trajetórias profissionais que ajudaram a construir a excelência da instituição.
Foto: Francis Campelo

