Durante a cerimônia que marcou os 65 anos de atuação do Hospital Júlia Kubitschek (HJK) na saúde pública, realizada nesta quarta-feira (10/9), o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, anunciou uma importante novidade: a unidade, localizada na região do Barreiro, em Belo Horizonte, passará a realizar cirurgias ortopédicas. A medida deve impactar diretamente na redução da fila de espera por esses procedimentos na capital mineira e na região metropolitana.
“Nosso foco é atender cada vez mais e melhor a população. Na tarde de hoje já acontecem cirurgias de ombro aqui no Júlia Kubitschek, ao lado do Hospital João XXIII, que não descontinuou esse serviço”, afirmou Baccheretti, destacando o início imediato das operações.
A presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Renata Dias, ressaltou a estrutura robusta da instituição para receber a nova linha de cuidado. “É um hospital muito grande em todos os sentidos, com mais de 300 leitos. E temos uma retaguarda de 40 leitos de terapia intensiva que nos dão tranquilidade para realizar cirurgias de alta complexidade, em um bloco equipado com toda tecnologia necessária”, destacou.
O encaminhamento dos pacientes será feito pela regulação municipal, com ampliação gradual da oferta de procedimentos ao longo dos próximos meses. Este novo serviço se soma a outras linhas de cuidado recentemente implementadas no hospital, como o tratamento de pacientes com queimaduras moderadas, inaugurado no fim do ano passado, e as neurocirurgias, que tiveram início em maio deste ano, incluindo procedimentos complexos como a reconstrução do plexo braquial.
A implantação das cirurgias ortopédicas foi possível graças à parceria com o Complexo Hospitalar de Urgência da Fhemig, por meio da Coordenação de Ortopedia e do Serviço de Residência Médica. “Essa parceria busca trazer a expertise dos profissionais da urgência e do trauma do Hospital João XXIII para nos apoiar, ofertando cirurgias ortopédicas aqui no bloco do Júlia Kubitschek”, explicou Cláudia Fernanda de Andrade, diretora-geral do Complexo Hospitalar de Especialidades.
Cláudia ressaltou que a iniciativa atende a uma demanda crescente. “Temos acompanhado o crescimento da demanda nos últimos anos, que contrasta com a carência de novos prestadores de serviços na rede pública. É um sonho antigo, que muito nos foi solicitado e hoje conseguimos responder”, afirmou.
O preceptor da residência e coordenador da Ortopedia do Hospital João XXIII, Bruno de Souza Teixeira, enfatizou o caráter formativo do projeto. “Nosso objetivo é trazer uma equipe muito bem formada, muito capacitada, com a ótima possibilidade de unir três forças importantes: o próprio Júlia, a equipe de Ortopedia do Complexo de Urgência da Fhemig e o Serviço de Residência Médica de Ortopedia e Cirurgia da Mão”, disse.
A primeira paciente atendida foi a cuidadora de idosos Maria Margarida da Silva e Silva, que sofreu uma queda de escada e teve uma fratura no úmero. “Fui levada ao Hospital João XXIII, na urgência, e depois fui muito bem acompanhada pela equipe do Hospital Maria Amélia Lins, que avaliava a fratura e, se fosse o caso, a necessidade da cirurgia. O doutor Bruno e sua equipe vieram de lá para a cirurgia; então, vai acontecer tranquilamente”, contou Margarida, que recebeu alta no dia seguinte, celebrando a recuperação rápida e segura.
Foto: Ricardo Barbosa

