O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a alta nos preços dos alimentos exige medidas estruturais e responsabilidade fiscal. Segundo ele, não há soluções simples para o problema e a questão precisa ser abordada com cortes de despesas e ajustes na economia. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (7), durante uma solenidade no município de Conde (PB).
“O que está acontecendo com os alimentos? Os preços estão subindo porque há uma ligação com fatores internacionais, como a alta do dólar e outros elementos que afetam os custos”, explicou Motta.
Ele reforçou que apenas medidas fiscais sólidas poderão trazer estabilidade de preços no médio e longo prazo. “Medidas superficiais não geram constância. Precisamos de uma mudança na economia e de responsabilidade na discussão sobre corte de gastos. Só isso resolverá a situação”, afirmou.
O presidente da Câmara destacou a importância da pauta econômica como prioridade do Legislativo e reafirmou o compromisso dos parlamentares em colaborar com a estabilização da economia diante da alta das taxas de juros e do câmbio elevado.
“A população sofre quando o cenário econômico é desfavorável e a inflação corrói o poder de compra. Isso é grave e preocupante”, disse. “Temos um papel essencial na busca por soluções. O país precisa de harmonia e pacificação para enfrentar os desafios econômicos.”
Motta também abordou a discussão sobre o semipresidencialismo, afirmando que cabe ao Parlamento debater modelos de governo para aprimorar a eficiência da gestão pública. No entanto, ele descartou a urgência do tema. “Não há compromisso de pautar essa matéria de forma imediata, mas vamos discutir a proposta com responsabilidade”, declarou.
Na última quinta-feira (6), foi protocolada na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/25, que propõe a implementação do semipresidencialismo e do voto distrital misto a partir de 2030.
Durante reunião de líderes na quarta-feira (5), Motta indicou a intenção de criar uma comissão para debater uma reforma eleitoral com foco no voto distrital misto. Entretanto, ainda não há prazo ou calendário definido para a instalação do colegiado.
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

