O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (23) a recomendação para aplicar a quarta dose de vacina contra a Covid-19 em idosos a partir de 80 anos.

O intervalo mínimo será de quatro meses a partir do reforço, com preferência para a vacina da Pfizer. A nota técnica, obtida pela reportagem, será publicada no site da pasta nesta tarde.

Além da Pfizer, vacinas de vetor viral poderão ser aplicadas. São os casos da AstraZeneca e da Janssen. A CoronaVac não figura entre as opções recomendadas por induzir uma menor produção de anticorpos. A documento, a pasta dá aval à aplicação dessa segunda dose de reforço em estados e em municípios.

Caberá a eles definir os calendários de vacinação para idosos. Como estados e municípios têm autonomia para adotar medidas contra a Covid-19, pelo menos sete unidades federativas já ofertam a segunda dose de reforço não só para idosos, mas também incluem profissionais da saúde. No Rio, por sua vez, o cronograma prevê a dose extra para todos os adultos.

A pasta pode enviar remessas adicionais de vacinas para a quarta dose se não houver estoque suficiente nos estados. Ao todo, o ministério dispõe de 364 milhões de doses de vacina contra a Covid-19, entre contratadas e já recebidas, para 2022.

Integrantes da pasta se reuniram na última terça-feira para analisar os últimos dados antes de liberar a quarta dose, antes restrita a imunossuprimidos — pessoas com câncer, HIV/Aids ou transplantadas, por exemplo — a partir de 12 anos. A Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI-Covid) já havia recomendado a aplicação na faixa etária na última sexta-feira.

A nota técnica é assinada pela secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, e pelo diretor de Programa da Secovid, Danilo de Souza Vasconcelos.