O Índice Geral de Preços-10 registrou alta de 0,18% em novembro, acima da elevação de 0,08% observada no mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira. O resultado ficou exatamente dentro da expectativa apontada pela pesquisa da Reuters. No acumulado de 2024, o indicador segue em deflação de 0,80%, enquanto, no intervalo de 12 meses, registra avanço de 0,34%.
Segundo o economista da FGV Ibre, Matheus Dias, a pressão inflacionária veio sobretudo da dinâmica do IPA, índice que capta os preços no atacado e tem maior peso na composição do IGP-10. Ele explicou que “o resultado do IGP-10 foi influenciado principalmente pela aceleração mais intensa nos preços de produtos da indústria de transformação no IPA”, com destaque para itens ligados ao setor alimentício.
O IPA-10, que representa 60% do índice geral, subiu 0,15%, revertendo a deflação de 0,04% registrada em outubro. Entre os produtos que mais influenciaram a alta estão os bovinos, que avançaram 2,94% após queda de 1,40%; a soja em grão, que passou a subir 1,23% após recuar 1,22%; e a carne bovina, que acelerou para 2,14% ante 1,63% no mês anterior.
O Índice de Preços ao Consumidor, responsável por 30% da composição do IGP-10, desacelerou para 0,21%, após avanço de 0,48%. Três das oito classes de despesa apresentaram recuo. Habitação registrou deflação de 0,16%, ante alta de 1,41%; Educação, Leitura e Recreação desaceleraram para 0,41%, frente a 1,27%; e Transportes diminuiu o ritmo de alta para 0,13%, contra 0,33% no mês anterior.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção, que responde pelos 10% restantes, acelerou 0,30% em novembro, acima da alta de 0,21% registrada no período anterior.
Foto: Pilar Olivares

