O pastor Silas Malafaia foi informado de que lideranças religiosas próximas a Donald Trump já têm conhecimento de sua inclusão na investigação da Polícia Federal, que também envolve Jair e Eduardo Bolsonaro. A avaliação no entorno do pastor é que essa movimentação pode levar o caso a chegar ao presidente dos Estados Unidos, que poderia se manifestar em defesa de Malafaia.

Entre os líderes que receberam informações sobre a investigação está o reverendo Samuel Rodriguez, pastor evangélico latino conhecido por sua influência política. Ele conduziu a oração na posse de Trump em 2017 e mantém acesso direto ao ex-presidente, participando inclusive de reuniões no Salão Oval em 2025. “Rodriguez é visto como canal direto entre evangélicos latinos e Trump”, destacam aliados de Malafaia.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também gravou mensagem pública de apoio ao pastor e atua para que as informações sobre o inquérito cheguem formalmente ao governo americano.

Malafaia passou a ser investigado no inquérito aberto em maio, que apura ataques contra ministros do Supremo Tribunal Federal, autoridades públicas e tentativas de promover sanções internacionais contra o Brasil. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Paralelamente, o ministro André Mendonça levou defesa de Malafaia a colegas do Supremo e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em gesto interpretado como tentativa de reduzir o impacto político do caso.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

 


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