A pesquisa mais recente do Ipsos-Ipec indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os quatro cenários estimulados de primeiro turno para o pleito de 2026, enquanto nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparecem numericamente agrupados na segunda posição. Entre eles, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) desponta com desempenho superior ao do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido como herdeiro político do pai na semana passada, ao do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ao do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O levantamento aponta que Lula mantém 38% das intenções de voto em todos os cenários testados contra representantes da direita, superando os adversários. Michelle atinge 23%, tornando-se a principal opção entre aliados do ex-presidente. Na mesma configuração, Flávio registra 19%, Eduardo aparece com 18% e Tarcísio soma 17%.
Outros governadores investigados, como Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Júnior (PSD), não alcançaram 10% em nenhum dos cenários nos quais enfrentaram Lula, Tarcísio e integrantes do clã Bolsonaro. Entre os eleitores que votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, Michelle também lidera, alcançando 50% da preferência. Flávio aparece com 43%, Eduardo com 42%, e Tarcísio marca 37%, todos à frente de Zema, Caiado e Ratinho Júnior dentro desse segmento.
A pesquisa também aferiu os índices de rejeição dos nomes testados. Lula lidera nesse quesito, com 44%, seguido por Flávio (35%), Eduardo (32%) e Michelle (30%). Na sequência, aparecem Ratinho Júnior (13%), Romeu Zema (13%), Tarcísio de Freitas (11%) e Ronaldo Caiado (10%). Ainda, 1% dos entrevistados disse que poderia votar em todos os candidatos, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
Quanto à possibilidade de Lula disputar a reeleição, 57% dos entrevistados afirmam que ele não deveria se candidatar novamente, índice que caiu cinco pontos em relação a agosto, mas segue elevado entre evangélicos (69%), pessoas com ensino superior (67%), moradores da região Sul (67%), eleitores de Bolsonaro em 2022 (90%) e aqueles que votaram em branco ou nulo no último pleito (80%). Outros 40% defendem que Lula dispute a Presidência em 2026, enquanto 3% não souberam ou não quiseram responder.
O estudo revela também que 49% dos entrevistados avaliam como negativa a ausência de Bolsonaro nas urnas no próximo ano, ao passo que 40% consideram positiva sua inelegibilidade. Sobre o perfil desejado para o próximo presidente, 38% declaram não ter preferência ideológica e afirmam que “o que importa é a capacidade de governar o país”. Além disso, 27% desejam alguém alinhado à direita — dentre eles, 21% afirmam preferir um nome ligado ao bolsonarismo —, enquanto 10% gostariam de um presidente mais de centro. Já 18% defendem alguém de esquerda, sendo 15% alinhado ao lulismo.
A pesquisa realizou duas mil entrevistas em 131 municípios entre 4 e 8 de dezembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro máxima estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

