Israel afirmou neste domingo (22) ter realizado ataques aéreos contra “dezenas de alvos militares” em território iraniano, intensificando o conflito iniciado no dia 13 de junho.
Segundo o comunicado do Exército israelense, aproximadamente 30 caças da Força Aérea foram mobilizados para bombardear quatro regiões do Irã, incluindo um centro de comando de mísseis estratégicos de longo alcance localizado em Yazd, região central do país, alvo pela primeira vez desde o início das hostilidades.
Além de Yazd, Israel também atacou lançadores de mísseis posicionados em Isfahan, Bushehr e Ahvaz, abrangendo zonas do centro, sul e sudoeste iraniano. As ações fazem parte de uma ofensiva militar sem precedentes, motivada pela alegação de que o Irã estaria prestes a desenvolver armamento nuclear com fins bélicos — acusação que Teerã nega com veemência, sustentando que seu programa nuclear tem finalidade exclusivamente pacífica.
Enquanto isso, em território israelense, as equipes de resgate relataram que 23 pessoas foram atendidas após a ofensiva de mísseis iranianos lançada em resposta. De acordo com Eli Bin, chefe do Magen David Adom (equivalente israelense da Cruz Vermelha), duas pessoas foram hospitalizadas em estado moderado e as demais tiveram ferimentos leves.
Imagens divulgadas pela televisão estatal israelense KAN 11 mostraram os efeitos da retaliação iraniana no centro do país, onde prédios de vários andares tiveram suas fachadas destruídas. Em algumas áreas residenciais, casas de dois pavimentos colapsaram, segundo relataram socorristas.
A polícia de Israel foi acionada em pelo menos dois locais de impacto, um na cidade de Haifa, ao norte, e outro em Ness Ziona, ao sul de Tel Aviv.
Neste sábado (21), os Estados Unidos ampliaram a tensão ao anunciar sua participação militar no conflito, com ataques a instalações nucleares do Irã. Em resposta, o chanceler iraniano Abbas Araghchi alertou que os ataques “terão consequências eternas” e reiterou que Teerã mantém “todas as opções abertas para proteger sua soberania, seus interesses e seu povo”.
Foto: Ammar Awa

