O governo japonês chegou nesta segunda-feira (1) a emitir um alerta de grande tsunami, com ondas de até cinco metros na região de Ishikawa. Foi o primeiro desde a tragédia que atingiu a usina de Fukushima, em 2011, quando ocorreu um dos piores acidentes nucleares da história.

Um total de 29 terremotos com uma magnitude máxima de 7,6 foi registrado em duas horas no primeiro dia do ano no Japão, de acordo com dados analisados pela Sputnik. Os tremores subterrâneos começaram às 16h06 no horário local (4h06 no horário de Brasília).

Pelo menos seis edifícios desabaram após a atividade sísmica, disse o secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshimasa Hayashi. “Até agora, seis prédios desabaram, com a possibilidade de pessoas permanecerem sob os escombros”, disse Hayashi, acrescentando que as autoridades não tinham informações sobre vítimas.

Ao ser questionado sobre os relatos na mídia japonesa de colapso de cerca de 100 prédios, Hayashi disse que o governo estava verificando as informações.

Não foram relatadas interrupções nas usinas nucleares japonesas após a série de terremotos fortes no oeste do país.

O terremoto em Ishikawa foi o mais forte na península de Noto desde 1885, quando os registros começaram, disse a Agência Meteorológica do Japão.

O grande alerta de tsunami foi o primeiro desde 2011. Além disso, tremores subterrâneos com magnitude superior a 7 atingiram o Japão pela primeira vez desde 2018, disseram os especialistas.

Um grande incêndio ainda foi registrado na cidade japonesa de Wajima, na prefeitura de Ishikawa. Várias brigadas combatem as chamas.

Os especialistas da Agência Meteorológica do Japão chegaram a alertar sobre a possibilidade de tremores repetidos com magnitude de até 7,0 por mais dias.

Nas áreas onde foram observados os tremores mais fortes, terremotos de até sete de magnitude são possíveis por cerca de uma semana, especialmente nos próximos dois a três dias”, disseram os especialistas.

Agência pede ‘desculpas’ por erro de alerta no país

A principal agência meteorológica do Japão pediu desculpas por relatar erroneamente um segundo grande terremoto na província de Ishikawa, com magnitude 7. No entanto, 10 minutos depois a mensagem foi apagada e corrigida para alertar sobre um terremoto de magnitude 4,6.

“A causa do alerta errado está sendo estabelecida. Pedimos sinceras desculpas pela perturbação causada”, disseram representantes da agência meteorológica durante uma conferência de imprensa.


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