A quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revelou que ele movimentou R$ 8,4 milhões em três anos, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

O que aconteceu

Entre 2020 e 2022, foram depositados em suas contas R$ 4,5 milhões e saíram R$ 3,8 milhões, mostraram dados obtidos pela CPMI do 8 de janeiro. Cid declarou à Receita Federal ter rendimentos tributáveis de, em média, R$ 318 mil reais por ano.

Os relatórios mostram também que o ex-ajudante de ordens administrou outros R$ 2,3 milhões como procurador das contas de Bolsonaro. O mês com maior volume de depósitos foi em fevereiro de 2020, quando entraram R$ 119 mil.

As contas operadas por Mauro Cid como procurador de Bolsonaro receberam um total de R$ 1,1 milhão em três anos, contou o Estadão. Há ainda registros de débitos no valor de R$ 1,2 milhão.

Investigação sobre desvio de joias

Na sexta-feira (11), operação da PF mirou Cid e seu pai, o general Mauro Lourena Cid, além do advogado Frederick Wassef e do assessor Osmar Crivelatti.

Segundo a PF, Cid vendeu dois relógios de luxo em junho de 2022, nos EUA, por US$ 68 mil. Os objetos haviam sido presenteados ao Brasil. Os valores foram depositados na conta de seu pai no exterior, o general Cid, mostrou a investigação.

Uma nova tentativa de vender joias nos EUA ocorreu em fevereiro deste ano. Segundo a PF, um kit de ouro saiu do país ilegalmente em dezembro de 2022, rumo aos EUA, para onde Bolsonaro e comitiva viajaram no fim do mandato. Em fevereiro, as joias foram leiloadas, mas não houve interessados.


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