Ex-ministro da Casa Civil no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu reforçou a defesa de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato em São Paulo nas eleições de dois mil e vinte e seis. A declaração foi feita durante evento de aniversário do Partido dos Trabalhadores, realizado em Salvador, quando Dirceu também afirmou que Geraldo Alckmin deve permanecer como vice-presidente na chapa de Lula.
Segundo Dirceu, a ausência de Alckmin na disputa paulista torna a presença de Haddad “mais que necessária”. Ele lembrou que a aliança entre Lula e Alckmin, firmada em dois mil e vinte e dois, representou “um pacto político com a sociedade brasileira” e foi decisiva para a vitória eleitoral daquele ano.
“Eu defendo há muito tempo que o Haddad seja o nosso candidato, já que o Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente”, afirmou Dirceu, ao sustentar que o acordo firmado anteriormente precisa ser respeitado.
Aos jornalistas, Dirceu também voltou a falar sobre a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo em dois mil e vinte e seis. Segundo ele, há um apelo de Lula para que participe mais diretamente da vida partidária. “Eu acredito que posso contribuir com a minha experiência política”, declarou.
O próprio Lula admitiu que Haddad, Alckmin ou a ministra Simone Tebet podem ser candidatos ao governo paulista. O presidente afirmou que os aliados “sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo” e destacou a importância de um palanque forte no estado.
Haddad, por sua vez, tem reiterado que não deseja disputar cargos eletivos neste momento, embora reconheça a pressão interna. “Resta saber quem vai convencer quem”, disse o ministro, ao comentar as conversas com Lula sobre o tema.
No cenário nacional, Lula também voltou a defender que o senador Rodrigo Pacheco seja candidato ao governo de Minas Gerais, afirmando que ainda não desistiu de convencê-lo a entrar na disputa.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

