O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) definiu a data de início do julgamento que pode resultar na cassação do ex-juiz e atual senador Sergio Moro para 1º de abril.

Esse julgamento é decorrente de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) que acusam Moro de abuso de poder econômico, caixa dois e uso indevido de meios de comunicação durante a pré-campanha eleitoral de 2022.

O processo, que será conduzido pela corte composta por seis desembargadores, incluindo o presidente do TRE-PR, Sigurd Roberto Bengtsson, está agendado para ocorrer em três sessões, nos dias 1º, 3 e 8 de abril. O desembargador eleitoral José Rodrigo Sade tomará posse em 6 de março, completando a composição da corte que vai julgar o caso de Moro.

Além das acusações de abuso de poder econômico, o julgamento também envolve a possível cassação do mandato do senador. As AIJEs foram protocoladas pelo Partido Liberal (PL) e pela Federação Brasil da Esperança – FÉ BRASIL (PT/PCdoB/PV) em novembro e dezembro de 2022, respectivamente, após as eleições daquele ano.

Moro nega as acusações e, em dezembro de 2023, prestou depoimento ao TRE-PR afirmando que não obteve vantagem eleitoral e negando desequilíbrio eleitoral causado por pré-campanha irregular para o cargo de presidente da República.

Esse processo judicial é de grande relevância política e jurídica, dado o histórico de Sergio Moro como ex-juiz da Operação Lava Jato e sua posterior incursão na política como ministro da Justiça e Segurança Pública e, posteriormente, como senador pelo estado do Paraná.

O desfecho do julgamento terá implicações significativas para sua carreira política e para o cenário político nacional como um todo.


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