As mineradoras Gute Sicht e Fleurs Global, que atuavam na serra do Curral, em Belo Horizonte, tiveram suas atividades suspensas pela Justiça Federal. A decisão foi proferida na última segunda-feira (23) e determinou, ainda, que uma multa de R$ 300 mil por dia seja aplicada em caso de descumprimento.
“Na decisão, a juíza federal Gabriela de Alvarenga Silva trata de representação criminal enviada pela PF que confirma que a Gute explora minério em área tombada e inserida em unidade de conservação APA Sul e zonas de amortecimento dos parques da Baleia, Mangabeiras e Rola Moça.
Tal atividade já foi alvo de suspensão, porém, a empresa não vem cumprindo e prefere ter lançada contra si autos de infração”, detalhou a parlamentar em suas redes sociais.
Na última terça-feira (24), em reunião da Câmara de Proteção à Biodiversidade e de Áreas Protegidas (CPB) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), empresários da indústria e do mercado imobiliário tentaram reduzir em quase 80% a zona de amortecimento do Parque Florestal Estadual da Baleia, retirando exatamente a parte que ficava na serra do Curral.
Sobre a suspensão das atividades ordenada pela Justiça federal, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) informou, por nota, que, “em respeito aos ritos forenses e à divisão dos Poderes, o governo de Minas não comenta ações judiciais e informa que, quando intimado, se pronuncia nos autos dos processos”.

