Prossegue nesta segunda-feira (4/12/23) o interrogatório dos réus do processo criminal a respeito do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015, portanto, há 8 anos.

O interrogatório que acontecia no dia 13/11 foi interrompido por causa da ocorrência de fumaça forte no prédio da Justiça Federal de Ponte Nova, na Zona da Mata mineira.

Hoje o julgamento será retomado em mais uma audiência do processo criminal e a partir das 11h o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), começará uma concentração no local. A partir das 14h haverá uma manifestação na entrada do prédio da justiça federal de Ponte Nova.

“Mais uma vez, as empresas envolvidas e que cometeram esse crime em Mariana serão ouvidas e 8 anos depois o MAB ainda precisa protestar para exigir punição, condenação aos que cometeram o crime”, diz o coordenador nacional do MAB, Joceli Andrioli, que participa do ato em Ponte Nova.

A manifestação na porta do judiciário é para exigir que a justiça seja eficaz e consiga de fato penalizar essas empresas para que novos crimes não venham a acontecer. O ato também tem como objetivo denunciar à sociedade um acordo que está acontecendo à “portas fechadas”, chamado “Repactuação“.

Revida Mariana, justiça para limpar essa lama

Segundo Joceli, esse processo não está levando em consideração o direito dos atingidos, que são as principais vítimas e não estão na mesa de negociação.

“Também é uma ofensa à inteligência humana a proposta de R$42 bilhões feita pela Vale para a repactuação. Um crime que custa mais de R$300 bi e ja tem uma ação na Corte Inglesa avaliado em R$230 bi”, avalia Andreoli.

Qualquer acordo que não tenha a garantia, transparência das questões que estão sendo tratadas em nome dos atingidos, não é legítimo e por isso o MAB protestará também em frente a porta da Justiça Federal. Os manifestantes vão exigir que a Justiça Federal da área civil faça o seu papel em garantir lisura no acordo que estão tentando fazer à “portas fechadas.”

Outro objetivo da manifestação de hoje (4) é denunciar a postura das empresas que se negam a fazer a reparação integral depois de 8 anos. O MAB denuncia que tanto a Vale quanto a BHP estão se comportando de uma forma a negar que essa reparação seja feita de forma integral.

Crédito: Ag.EficazNews/Kadu Ferreira


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