Ao visitar Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), candidato ao governo do Estado pela Coligação Juntos pelo Povo de Minas Gerais, defendeu a autonomia das forças de segurança. Para Kalil, é preciso garantir a estrutura das polícias Militar, Civil, Corpo de Bombeiros e servidores do Sistema Prisional, com investimento em tecnologia, equipamentos, capacitação e recursos humanos. Elas devem atuar de forma conjunta no combate à criminalidade para garantir a tranquilidade dos cidadãos, mas cada uma com seu gerenciamento.
“Tem que trabalhar em conjunto, mas separadas. Cada força é uma força, já tentaram isso (a integração) no governo Anastasia, isso não funciona. Nós temos é que trazer essa inteligência para os policiais trabalharem, isso é o mais importante. Juntas, elas não funcionam. Mas são grandes polícias separadas”, disse Kalil.
O modelo executado em Minas, sobretudo a partir de 2012, engloba mecanismos como a Integração da Gestão de Segurança Pública (Igesp). O território mineiro é dividido em Regiões (Risps), e essas em Áreas (Aisps) Integradas de Segurança, com a proposta de conter a violência e dar uma resposta mais eficaz no combate à criminalidade. Consiste no gerenciamento operacional das polícias Militar e Civil em uma mesma estrutura física.
No entanto, falta investimento nas corporações. Estado com maior número de feminicídios, Minas conta com delegacias de atendimento às vítimas em apenas 8% dos municípios (71). Das 853 cidades mineiras, 767 (90%) não têm Corpo de Bombeiros.
Golpe
Recentemente, as forças de segurança sofreram um duro golpe. O governador Romeu Zema (Novo) prometeu 42% de recomposição salarial, em três parcelas, e enviou o projeto à Assembleia Legislativa, que foi aprovado. No entanto, Zema só honrou a primeira parcela de 13%, e concedeu mais 10,06% de reajuste, comum a todos os servidores estaduais.
Mobilizações foram feitas em todo o Estado, inclusive na Cidade Administrativa, sede do governo. A Assembleia tentou reverter o quadro, mas não teve jeito. “É preciso trazer todo mundo para a mesa, nós temos que apaziguar esse assunto, não com demagogia de prometer salário, mas com conversa, olhando no olho do governador”, disse Kalil.
O Plano de Governo do candidato do PSD aponta a valorização dos servidores das forças de segurança, com planejamento, visão estratégica e investimento em tecnologia. A meta é adotar uma maior coordenação entre as forças policiais estaduais, com a parceria das guardas municipais, com comitês regionais em áreas metropolitanas ou de grande integração entre os municípios, com planejamento descentralizado e regionalizado, que deve ser pauta conjunta de Estado e Municípios.
Investimentos em políticas de prevenção da criminalidade também fazem parte do Plano de Governo. Como prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil garantiu 90% de reajuste para a Guarda Municipal, abriu concurso para 500 vagas e reestruturou a sede da corporação. Ele também sancionou a Lei 11.154, determinando que 10% do efetivo seja de mulheres.

