O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (Coligação Juntos pelo Povo de Minas) afirmou em entrevista, nesta quinta-feira (11/08), ao Podcast Efeito Woodstock, do Vale do Jequitinhonha, que o governo Romeu Zema está aniquilando o serviço público e “cuspindo na cara do servidor de Minas Gerais”, em especial na dos professores. A fala do candidato do PSD aconteceu um dia após o governo de Minas ter vencido uma batalha, em sua cruzada judicial, contra os professores do Estado, que suspende a obrigação do pagamento do Piso Salarial Profissional da Educação.

O salário pago aos professores da educação básica do Estado, após a última recomposição, é de R$ 2.350,49. O piso nacional é R$ 3.845,61. O estado deseja pagar ao magistério o piso nacional proporcionalmente à jornada de trabalho de 24 horas semanais, ou seja, cerca de R$ 1,5 mil a menos do que o reivindicado pela categoria.

Nós vimos durante a pandemia o que o servidor público ralou, o que as professoras passaram durante o trabalho remoto. Temos um histórico nestes últimos quatro anos do governo estar pisando e cuspindo na cara desse servidor público. O que eu prometi para o SindUTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação), é que, se eleito, vou abrir imediatamente uma mesa de negociação com o servidor mineiro, especialmente com os professores para que a gente retome esse diálogo, para colocar os números na mesa. Professor não pode ser tratado pelo terceiro ou quarto escalão, vai conversar diretamente com o governador”, afirmou Kalil.

O Piso Salarial é um direito garantido pela Lei Federal 11.738/08, pela Constituição do Estado, e pela Lei 21.710/2015, que estabeleceu a jornada de 24horas semanais). Na ação proposta por Zema, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais votaram para conceder medida liminar, suspendendo a eficácia dos parágrafos únicos dos artigos 2 e 3 da Lei 21.710/2015.

Na prática a garantia legal de pagamento integral do Piso Salarial Nacional para a jornada de 24horas fica suspensa até o julgamento definitivo do mérito.

Ainda durante a entrevista, Alexandre Kalil reforçou que os professores de Belo Horizonte ganham mais do que o da rede estadual, e que é necessário investir em educação, como foi feito na capital nos últimos anos.

Em Belo Horizonte, onde reformamos 240 escolas municipais e creches conveniadas, aumentamos o salário da escola infantil em 143% e o da escola fundamental em 73%. Isso é colocar na mesa, fazer conta. Se der para aumentar, tem que aumentar. O professor é fundamental, a escola bem equipada e o aluno bem alimentado são fundamentais”, avaliou o candidato.

Minas Gerais está muito abaixo da meta do Plano Nacional de Educação no ensino em Tempo Integral. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o Estado ocupa as últimas posições no ranking nacional com apenas 4,3% das escolas estaduais funcionando em tempo integral. O Nordeste lidera a lista com Pernambuco e Paraíba estabelecendo a dianteira com quase 50%. Em matéria de Escola Integral, Minas é o estado mais mal colocado no Sudeste.


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6 Comentários

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    Odete Guimarães, agosto 12, 2022 05:35 @ 05:35

    Que tudo se resolva em pro da Saúde e Educação, pois sem elas o nosso país não vai pra frente.
    Sucesso!!!✌️

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    Magno, agosto 13, 2022 11:03 @ 11:03

    O governo zema tem compromisso com os piores empresários aqueles que só visam lucrar em detrimento da população mais carente, vende saúde e educação como se fosse uma mercadoria desvalorizada e ainda submete seus servidores há uma política salarial desastrosa. Fora zema, Kalil já.

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    Elaine, agosto 13, 2022 11:28 @ 11:28

    Zema, esqueceu dos servidores da saúde, em plena pandemia.
    Sucateando a saúde. Vem vai pagar o preço, é a população.
    Salve a FHEMIG, a população precisa da rede.

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    Sirlene Martins Gonçalves Coura, agosto 13, 2022 13:21 @ 13:21

    Eu só espero sinceramente, que a fala desse senhor seja o que ele realmente pensa e o que ele realmente vai fazer…. nós, servidores da educação, estamos fartos de discursos demagogos com fins eleitorais. Precisamos de ações. E ações concretas, como aquelas que fazemos todos os dias quando entramos numa sala de aula e temos o dever, o trabalho, o compromisso e a esperança nos “futuros” que encontramos em nossa frente. Estamos fartos de promessas e blá-blá-blás. Precisamos que nossos direitos sejam preservados e respeitado-assim como respeitamos e preservamos os direitos de nossos educandos. Queremos ser valorizados como merecemos e precisamos. Queremos ter dignidade em nossa profissão, do mesmo jeito que todas as pessoas têm. Somos profissionais e antes disso, somos seres humanos que merecem respeito. Nossa classe trabalhadora vem sofrendo retaliações incompreensíveis e desnecessárias. Precisamos de política séria, coerente com a sociedade e principalmente verdadeira. Parece até conto de fadas. Mas um país que não valoriza seus professores está fadado ao des-envolvimento ou seja, não haverá cidadão disposto a se envolver verdadeiramente com as demandas da sociedade. Eles não serão capazes de perceber as necessidades do povo. Espero sinceramente que haja coerência e prática entre o que se diz e o que se faz.

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    Roberto Abreu, agosto 13, 2022 19:00 @ 19:00

    Estou com Kalill. Sou Lula, sou Esquerda e toda composição da Esquerda para derrubar o fascismo. Abraços a todos.

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    Antonio Alberto Gomes, agosto 15, 2022 19:22 @ 19:22

    Zema joga o servidor público contra mineiro, sou servidor da Saúde, o prêmio que obtivemos pela luta na pandemia foi desprezo, descaso e o uso de nossa imagem como culpados pelas mazelas de sua má gestão.

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