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O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, em entrevista exclusiva ao Hoje em Dia nesta quinta-feira (21), afirmou que o pré-candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve papel fundamental na decisão de disputar o governo de Minas nas eleições deste ano.

“Eu saí da cadeira de prefeito, disse na minha reeleição que havia possibilidade de candidatar ao governo, até que o Lula me chamou. Ele me disse: ‘levanta dessa cadeira que serei presidente e você será governador’. Não é uma sopa de letrinhas. Pensamos em pobreza, em gente passando fome. Colocamos pobre no orçamento, pensamos muita coisa igual”, afirmou.

Kalil também criticou o atual governador Romeu Zema (Novo). “Você sendo governador, tendo apoio do presidente da República, eu acho que é um ‘plus’ para o estado, coisa que não acontece. O governador é muito amigo do Bolsonaro, mas nada trouxe para Minas Gerais”, disse.

Segurança pública

Kalil criticou a postura de Zema na gestão dos debates com representantes da segurança pública para oferecer reajuste à categoria.

Na avaliação do ex-prefeito de BH, Zema prometeu um reajuste e depois percebeu que não poderia cumprir. “Eu não prometeria. Tem que ter coragem. Servidor público é tratado com coragem e responsabilidade”, afirmou.

“O que é inédito é o Executivo mandar um aumento [para uma categoria], a Assembleia aprovar, e o governo dizer que não dá mais para dar. Foi o estopim da crise [da segurança]”, declarou.

Kalil também afirmou que, mais do que aumento, os servidores querem diálogo. “Não tem demagogia com funcionário. Não podemos fazer molecagem com coisa séria. Vamos levar para mesa e conversaremos”, afirmou.

‘Pronto para debater qualquer assunto’

Kalil afirmou que está pronto para debater qualquer assunto com o atual governador de Minas. No entanto, o pré-candidato avalia que  Zema não tem interesse. “Ele quer debater o governo anterior”, disse.

Para o ex-prefeito da capital mineira, a comparação dos dois governos – PBH e Estado – seria capaz de mostrar ao eleitor do interior que uma eventual gestão sua seria melhor que a do atual.

Em diversos momentos, Kalil afirmou que falta diálogo e capacidade de conversa para o governo de Zema. Ele citou, inclusive, as negociações dos salários dos professores e das dívidas do Estado. “É necessário o regime de recuperação fiscal, mas tem que sentar na mesa do presidente”, disse.

 


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