A Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, subiu ainda mais nesta quinta-feira (16), com o avanço das águas que correm dos rios do interior e da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em São Lourenço do Sul, a medição mais recente registrava o nível de 2,80 metros — 1,50 metro acima da cota de inundação, de 1,30 metro. A água também tomou as ruas de Pelotas e Rio Grande, que ficam às margens da lagoa.

O nível mais alto que a Lagoa dos Patos chegou foi 2,88 metros, em 1941, afirma a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A lagoa recebe as águas do Guaíba que, por sua vez, é alimentado pelo Rio Jacuí, cujo delta recebe as águas dos rios Pardo, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí.

Nesta quinta, o Rio Grande do Sul superou a marca de 150 vítimas em razão dos temporais e cheias que atingem o estado desde o final de abril. O boletim mais recente da Defesa Civil contabiliza 151 mortos, 104 desaparecidos e 806 feridos.

Em algumas ruas de São Lourenço do Sul, a água atinge a cintura das pessoas. Em outras, chega até às janelas de casas. Cerca de 150 moradores precisaram sair dos locais em que residiam e, agora, recebem acolhimento em abrigos da prefeitura.

Em Pelotas, mais de 2 mil pessoas precisaram sair de casa em áreas de risco. O acesso à Praia do Laranjal foi bloqueado por questões de segurança, o que não havia sido necessário fazer até então.

No Canal São Gonçalo, que liga a Lagoa Mirim à Lagos dos Patos, o nível da água chegou ainda mais alto: 3 metros, nesta quinta. De acordo com a prefeitura, a região do porto só não foi inundada porque há diques que contém o avanço.