O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve iniciar até maio o julgamento de ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, está sendo feito um esforço para antecipar a votação para dar tempo de o ministro Ricardo Lewandowski participar.
Em 11 de maio, ele completa 75 anos e, por isso, vai se aposentar compulsoriamente. A ideia do ministro é deixar a atividade uma semana antes.
Lewandowski costuma tomar decisões e proferir votos contrários aos interesses de Jair Bolsonaro. Hoje, é o principal interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF (Supremo Tribunal Federal). Portanto, a expectativa é que, com o voto dele, aumente a chance de condenação do ex-presidente.
A avaliação no TSE é que, depois dos atos antidemocráticos do dia 8, a condição jurídica de Bolsonaro se agravou. Se o tribunal condená-lo, ele ficará inelegível por oito anos.
Existem 17 Aijes (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) abertas contra Bolsonaro no TSE. Elas tratam do uso eleitoreiro do mandato, de discursos antidemocráticos e do uso de informações falsas para atacar o sistema eleitoral brasileiro.
É um processo demorado, que não costuma ser concluído antes de um ano de tramitação. No entanto, depois dos ataques do dia 8, ministros passaram a ver as ações como prioridade.

