O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou a perda definitiva do cargo público de Gisdelson Mario de Oliveira, ex-agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), condenado por corrupção ao cobrar propina de motoristas. A decisão foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial da União na última sexta-feira, 6 de setembro.

Gisdelson já havia sido demitido da PRF em 2019, após um processo administrativo. Com o decreto de Lewandowski, o ex-agente perde qualquer vínculo jurídico ou administrativo com o governo federal. A condenação de Gisdelson foi resultado da Operação Domiciano, deflagrada em 2017.

Na operação, 15 agentes da PRF e quatro empresários foram presos em Uberlândia (MG). A investigação revelou que os agentes exigiam propinas para evitar a aplicação de multas. Durante o inquérito, Gisdelson foi filmado solicitando propina para liberar um ônibus irregular parado na estrada. Além disso, os agentes inseriam dados falsos nos sistemas da PRF para simular o cumprimento de metas de fiscalização, realizando inclusive testes de bafômetro neles mesmos.

Os empresários envolvidos, que atuavam nos setores de seguros, guincho e pátios, recebiam tratamento prioritário da PRF nas ocorrências. Apesar de Gisdelson ter sido demitido em 2019, o decreto de Lewandowski formaliza o fim de qualquer relação dele com a União.

 


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