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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), adiou por tempo indeterminado o retorno das votações 100% presenciais em Brasília. Congressistas continuam liberados para votar virtualmente. O fim do trabalho remoto estava marcado para depois do Carnaval (26.fev a 2.mar.2022). A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário da Câmara dos Deputados de sábado (5.mar.2022).

Lira escreveu na decisão que a medida pretende diminuir a circulação de pessoas na Câmara por causa da covid-19. Afirmou que o objetivo é “preservar a saúde não só dos parlamentares, mas também dos servidores e dos colaboradores”.

Em janeiro, o deputado havia permitido o trabalho remoto para conter o avanço da ômicron, variante mais transmissível do coronavírus. O patamar de infectados no país nunca havia sido tão alto como no começo de 2022. Recordes de diagnósticos eram quebrados diariamente. O auge foi em 3 de fevereiro, quando a média de casos em 7 dias foi 189.526.

O cenário agora é mais controlado. Desde 8 de fevereiro, a média de casos tem caído todos os dias. Mas o número ainda é alto. A média nos últimos 7 dias até sábado (5.mar) foi 41.286. Deputados puderam trabalhar remotamente de março de 2020 até outubro de 2021.

As atividades presenciais voltaram em 25 de outubro, quando a média de casos era 11.950. A Casa criou um sistema de deliberação remota no início da pandemia, em 2020. Deputados podem participar das sessões e votar por meio de seus celulares.

Quando Lira liberou o trabalho remoto em janeiro, ele também justificou a medida por causa do aumento das passagens aéreas. “Trabalho remoto até o Carnaval. Medida necessária até vencermos esta nova onda. Também vai nos ajudar na melhor aplicação dos recursos públicos. Tarifas aéreas estão altíssimas e a flexibilidade nas remarcações só acontece quando é do interesse das companhias”, disse o deputado.


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