O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, em Paris, que “a extrema direita não voltará a governar o Brasil”. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva, quando foi questionado sobre as eleições de 2026 e a estratégia do governo em relação à escolha de candidatos para o Senado. Lula também evitou comentar sobre uma eventual candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Eles querem eleger senadores? Eu também quero. Eles querem eleger governadores? Eu também quero. Eles querem eleger deputados? Eu também quero. Todos têm o direito de buscar eleição. Mas posso afirmar que a extrema direita não voltará a governar este país, sobretudo com discursos negacionistas, mentirosos e, muitas vezes, canalhas, que desrespeitam pessoas, movimentos sociais, mulheres, negros e indígenas. Eles não vencerão”, declarou o presidente.
Lula comentou ainda que o governo trabalha na definição de candidatos para as eleições de 2026, especialmente para o Senado, onde dois terços das cadeiras estarão em disputa. Segundo ele, será necessário um “mapeamento do Brasil” para definir os melhores nomes. Quando questionado sobre uma possível candidatura de Haddad, o presidente preferiu desconversar. O próprio ministro já declarou publicamente que não pretende concorrer e que informou sua decisão ao PT com antecedência.
“Você acha que eu seria louco de responder isso agora?”, respondeu Lula, em tom bem-humorado. “Quando o ano que vem chegar, começaremos a discutir as candidaturas. Não sabemos ainda quem é o melhor para cada posição. Primeiro, precisamos mapear o Brasil e entender a realidade de cada estado”, completou.
Durante a entrevista, Lula também abordou a participação dos Estados Unidos na COP30, que será realizada em novembro de 2025 em Belém, no Pará. O presidente disse que, caso Donald Trump, atual presidente americano, não confirme presença, pretende telefonar pessoalmente para convencê-lo a participar.
“Vamos fazer uma reunião exclusiva entre chefes de Estado dois dias antes da cúpula. Se Trump não confirmar, vou ligar e dizer: ‘A COP será aqui no Brasil, precisamos discutir este tema’”, afirmou Lula.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

