Em mais uma tentativa de aproximação com militares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um afago às Forças Armadas ao participar da cerimônia de assinatura da construção da Escola de Sargentos, em Pernambuco.

Na ocasião, elogiou a construção de uma Escola de Sargento, em Abreu e Lima, região metropolitana do Recife, e defendeu os militares de críticas de ambientalistas. A obra é contestada por ser em uma área de proteção ambiental.

— Sei da vocação e da capacidade de luta dos nossos ambientalistas. Sei de tudo isso, mas o que a gente tem que fazer é agradecer alguma coisa. Se não fosse o Exército ter essa área, ainda teria alguma árvore aqui ou seria tudo transformado em favela e ocupação desordenada? — questionou o presidente.

Nesta manhã, o presidente acompanhou a assinatura do termo de construção da Escola de Sargentos entre o Exército e o governo de Pernambuco. Em seu discurso, Lula disse que é preciso agradecer ao trabalho das Forças Armadas em preservar o meio ambiente no local do projeto.

Lula também rechaçou as críticas de ambientalistas relacionadas à derrubada de árvores para a construção, instalada em uma área de preservação ambiental (APA) da Mata Atlântica. A construção do prédio, com investimento de R$ 1,8 bilhão, foi anunciada em 2021, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante o discurso, o presidente teceu diversos elogios aos militares.

— Eu fui a Marambaia (Rio de Janeiro) na semana passada e eu fiquei pensando: ‘Se não fosse a Marinha, aquilo teria virado um resort. Quem estava lá não era quilombola, quem estava lá não era pescador. Quem estava lá eram os grã-finos do mundo inteiro fazendo como em (Balneário) Camboriú para fazer sombra dentro do mar e, depois, tomar sol fora da praia — disse.

O giro de Lula pelo Nordeste começou ontem, com Bahia e Pernambuco. Nesta tarde, o presidente lança um novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza, no Ceará.


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