O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu Macaé Evaristo, deputada estadual pelo PT de Minas Gerais, como a nova ministra dos Direitos Humanos, sucedendo Silvio Almeida. Macaé, que já era apontada como favorita nos bastidores, foi oficialmente confirmada após uma reunião com Lula nesta segunda-feira (9), no Palácio da Alvorada, em Brasília.

A escolha de Macaé foi respaldada por figuras influentes dentro do partido, como a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. O anúncio oficial foi feito pelo próprio Lula em suas redes sociais: “Hoje convidei a deputada estadual Macaé Evaristo para assumir o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Ela aceitou. Assinarei em breve sua nomeação. Seja bem-vinda e um ótimo trabalho.”

Lula enfrentou críticas de setores progressistas pela saída de várias ministras mulheres, como Daniela Carneiro (Turismo) e Ana Moser (Esporte), que foram substituídas por homens. Além disso, o presidente já indicou dois ministros homens para o Supremo Tribunal Federal (STF), deixando de fora candidatas femininas. A escolha de Macaé surge em meio a essas críticas, reforçando o compromisso do governo com a diversidade de gênero e raça em cargos de destaque.

Inicialmente, havia uma barreira política para a escolha de Macaé, já que a deputada estadual tinha planos de se candidatar à Câmara dos Deputados em 2026, o que exigiria sua saída do ministério antes do término do mandato de Lula. No entanto, essa questão foi resolvida, e Macaé aceitou o convite para comandar a pasta.