A ministra Marina Silva afirmou que o governo federal mantém como prioridade a criação de uma autoridade climática nacional, iniciativa considerada estratégica para enfrentar eventos extremos e estruturar a resposta do Estado às mudanças ambientais. A declaração foi feita após sua despedida do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em Brasília.

Segundo Marina, a proposta segue orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vem sendo discutida desde o início do atual mandato. A ideia é instituir um órgão com capacidade de coordenar ações em nível nacional, diante do aumento de desastres climáticos e da necessidade de respostas mais integradas.

O projeto prevê a criação da chamada Autoridade Nacional de Segurança Climática, que atuaria como núcleo operacional de um sistema mais amplo. A ministra explicou que não se trata apenas da criação de uma nova instituição, mas da organização de um modelo que envolva diferentes esferas de governo e setores técnicos.

Entre os desafios apontados está a elaboração de um marco regulatório que permita classificar municípios vulneráveis em estado permanente de emergência climática. Atualmente, são mil novecentos e quarenta e dois municípios brasileiros considerados suscetíveis a eventos extremos, como secas prolongadas e enchentes.

A proposta também inclui a formação de um conselho interministerial com base técnica e científica, responsável por subsidiar decisões estratégicas e ações emergenciais. Para Marina, o debate já está consolidado dentro do governo e há condições institucionais para avançar.

A ministra indicou que seus sucessores terão papel importante na continuidade do projeto, destacando que os processos necessários já estão estruturados para implementação da autoridade climática no país.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


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