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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta sexta-feira (5) as regras que limitam os gastos do governo federal e disse que a medida em vigor desde 2016 “tira dos pobres para dar aos ricos”. Ele prometeu que não haverá mais teto de gastos caso seja eleito e que irá “ampliar o investimento na saúde pública”.

“O teto de gastos foi criado para que se evitasse dar aumento na saúde, na educação, no transporte coletivo, na renda das pessoas que trabalham neste país. É importante saber que não é nenhuma bravata. Vocês sabem que eu não sou de fazer bravata, não sou de rasgar nota de dez, não sou de dizer coisas que eu não acredito, mas não terá teto de gastos em lei no nosso país”, afirmou.

A declaração foi feita durante um ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Paulo.
Lula afirmou que o teto subtraiu R$ 36,9 bilhões do orçamento da saúde entre 2018 e 2022 e que a correção progressiva do subfinanciamento da área será um desafio do próximo governo.

“Se nada for feito, a manutenção desse crime acabará por inviabilizar completamente o SUS, abrindo as portas para privatização total da saúde deste país. Para cumprir a missão de garantir saúde para todos e todas, da vacina ao transplante, é preciso ampliar o investimento na saúde pública, e esse é um compromisso que estou assumindo com o Brasil, com o povo brasileiro e com vocês”, disse.

O teto de gastos foi definido pela Emenda Constitucional nº 95, aprovada pelo Congresso em 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB). Ela limita o crescimento das despesas do governo por 20 anos aos mesmos valores gastos no ano anterior, corrigidos pela inflação.


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