Por Geraldo Elísio
Queiram ou não, gostem ou não, o mundo reconhece em Lula a figura de um estadista comprometido em buscar acertar as contas de responsabilidade brasileira com o bem estar mundial. E digo “acertar as contas” totalmente distantes de aspectos financeiros. E mais, não sou petista, reafirmando cada vez mais convicto a minha condição de anarquista filosófico.
Algo que passa a anos luz de distância de bagunça ou outros termos similares. Sei que o mundo continuará se armando e que os senhores da guerra o mais breve possível se livre de pensamentos retrógrados que deles fazem aliados da morte, destino líquido e certo de todos nós com passagem por este planeta que habitamos.
Que mesmo que se esqueça a latim que me foi ensinado pelo padre Celso de Carvalho, no antigo Ginásio Padre Curvelo, estabelecimento modelar na minha amada cidade natal, portal do Grande Sertão – Veredas, reste pelo menos e no mínimo por todo o sempre “Memento hominem quia est pulvis et in pulveris reverteris”.
Aliás, os falsos donos do mundo sabem muito bem disto tanto quanto eu, porém, rendidos às coisas espúrias, fingem esquecer. Felizmente forças mais poderosas insistem em nos apontar erros cometidos a nos conduzir fora dos limites de controle para uma destruição total, creio eu a superar as funções dos quatro cavaleiros do apocalipse.
Admito a controvérsia de gostos e preferências, porém reconhecendo valores universais sei admitir quando perco, Nunca jurei aos quatro ventos está a verdade sempre ao meu lado e menos ainda, ser eu o dono dessa mesma verdade. Se na desventura eu perco, torço para que no próximo embate possa vencer.
Sei – aprendi isto com o estadista que foi o ex-governador de Minas Gerais, Aureliano Chaves – que entre as nações não existem amizades e sim interesses. Embora eu próprio tenha preferência por um universo pontilhado de amigos. Reconheço não ser original recorrendo ao embasamento da minha teoria a Ioshua Bem Yussef – Judas filho de José – que os gregos traduziam por Jesus Cristo.
Que em sua infinita sabedoria praticamente escreveu um hai kai traduzido na mais sábia afirmação de amor: “Amai-vos uns aos outros assim como Eu próprio vos amei”.
Alto lá quem supor que eu estou a comparar cidadãos como eu, mesmo revestido de efêmeros mandos humanos com o Criador. Quero apenas dizer o quanto é bom sentir que ainda existem aqueles que ainda se preocupam com o existir da Amazônia, expurgadas as ditas preocupações ligadas à ganância atreladas a qualquer forma de interesses espúrios e falsidades.
Àqueles que possam pensar como um anarquista feito eu posso pensar assim, respondo acreditar firmemente ter sido o Cristo, como também pensava a escritora Zélia Gattai, o primeiro de todos nós os anarquistas. Tema do livro escrito pelo professor Aníbal Vaz de Melo, hoje um autor raríssimo de se encontrar nos melhores sebos brasileiros.
E escrevo tratando de algo seríssimo para que no mínimo um número maior de leitores possa tomar conhecimento de tal conceito, não fustigando os que não sabem e, por desventura possam se sentir ameaçados. O objetivo é apenas proporcionar-lhes outra linha de pensamentos.
No calor do final da manhã escrevo trajado de short, preto a cor dos anarquistas, e sem camisas de qualquer outra cor, principalmente agora que as cores estão em disputa por um taça que possa lhes conferir o título de campeões do mundo.

