No próximo dia 5 de novembro, completam-se oito anos desde o trágico crime da mineradora Samarco, empresa controlada pela brasileira Vale S/A e pela anglo-australiana BHP Billiton em Mariana, Minas Gerais. Nessa saga, que começou às 16h:20 (horário de Brasília) daquele fatídico dia, até hoje o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) busca, de maneira incessante, por justiça e reparação.

Para dar voz aos atingidos e mobilizar a sociedade civil, lideranças populares, políticos, entidades de classe e autoridades da justiça, Heider Boza, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), fala do lançamento da campanha “Revida Mariana – justiça para limpar essa lama e reforça que “sem participação não haverá Repactuação”. Nos meses de outubro e novembro, uma série de atividades está programada para acontecer em Minas Gerais, Brasília/DF e no Espírito Santo.

Uma das ações de destaque é a manifestação que ocorrerá em Vitória/ES *nesta terça-feira (dia 10 de outubro)*. Nessa data, os atingidos pelo crime da Samarco realizam uma caminhada que partirá da Rua Dom Bosco, no bairro Forte São João, com concentração marcada para às 8h.

Os impactos destruidores da tragédia se estenderam além das fronteiras de Minas Gerais, atingindo diversas cidades capixabas, à medida que a lama da Samarco foi percorrendo mais de 600 quilômetros ao longo do Rio Doce. Dezenove áreas em municípios como Baixo Guandu, Colatina, São Mateus, Conceição da Barra, Aracruz e Serra foram alcançados, chegando ao mar em Regência, Linhares. Comerciantes, populações ribeirinhas, turistas, pescadores e milhares de pessoas sofreram as consequências dessa tragédia criminosa.

Boza ressalta que o MAB se mobiliza para articular uma agenda com autoridades do governo do Espírito Santo, para entrega de um documento que solicita o envolvimento dos executivos municipais e estaduais na defesa da repactuação, indenizações justas e a aprovação da Política Estadual dos Atingidos por Barragens (PEAB) e da Política Nacional dos Atingidos por Barragens (PNAB).

O rompimento da barragem do Córrego do Fundão, em Mariana-MG, despejou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos na calha do Rio Doce. De acordo com o Movimento, cerca de 1 milhão de pessoas. O MAB espera que toda essa movimentação repercuta e sensibilize a justiça brasileira, fazendo avançar o processo que pede a repactuação e a reparação dos danos aos atingidos. Na justiça britânica, em Londres, a ação movida pelo escritório internacional Pogust Goodhead que, que representa mais de 700 mil pessoas, cobra indenizações individuais em favor dos atingidos e tem previsão de julgamento para outubro de 2024. As indenizações podem chegar a R$ 230 bilhões.

Serviço

Jornada de Luta da Campanha Revida Mariana* dos Atingidos por Barragens e manifestação no Espírito Santo

Dia 10 de outubro de 2023

Contatos:

Amélia Gomes
(31) 98430-4421

Vera Lima
(31) 99968-0652

Email: [email protected] / [email protected]
Instagram: @mabminasgerais / @revida_mariana

Site: www.revidamariana.com.br.

Fotos: Revida Mariana/MAB


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