A crescente importância dos conflitos no espaço virtual levou a Marinha do Brasil a participar, de 14 a 18 de outubro, do “Guardião Cibernético 6.0”, o maior exercício de simulação de defesa cibernética do Hemisfério Sul. A operação, realizada pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), envolve também militares do Exército e da Força Aérea, e ocorre simultaneamente na Escola Superior de Defesa, em Brasília, e no Comando da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo.
O objetivo do exercício é simular cenários de ataques e defesas cibernéticas a infraestruturas críticas, como energia, águas, finanças, telecomunicações e setor nuclear. As atividades incluem gabinetes de crise, com a participação de profissionais das áreas jurídica, tecnológica e de comunicação, simulando um ambiente realista de ameaças cibernéticas. O evento coloca os participantes em equipes, com um time azul defendendo as infraestruturas de ataques lançados por um time vermelho.
De acordo com o Contra-Almirante Marcelo do Nascimento Marcelino, chefe do Centro de Coordenação de Operações Conjuntas, a expectativa é contar com a participação de militares, governo, setor privado, meio acadêmico e membros de países amigos, como Alemanha, EUA, Reino Unido e Espanha. No total, 45 estrangeiros integram o evento, além de representantes da OTAN.
Entre as novidades desta edição estão a participação de todos os setores de infraestrutura crítica e a ativação da Rede Federal de Gestão de Incidentes Cibernéticos. O exercício visa preparar o Brasil para crises energéticas, hídricas e financeiras, fortalecendo a cooperação entre as Forças Armadas e outros órgãos parceiros. A Marinha do Brasil desempenha papel crucial ao colaborar com a prevenção e resposta a incidentes cibernéticos, especialmente no Setor Nuclear.

