A médica plantonista que atendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão relatou que a transferência para o Hospital DF Star ocorreu devido ao risco de morte. A informação consta em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, após o episódio registrado na última semana.
Bolsonaro passou mal na sexta-feira, dia treze, enquanto estava custodiado na unidade conhecida como Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília. Diante do agravamento do quadro clínico, a equipe médica determinou a remoção imediata para atendimento hospitalar especializado.
Segundo o documento oficial, a escolta teve início às seis horas e cinquenta e dois minutos, após avaliação da médica de plantão, identificada como doutora Ana Cristina. A decisão foi tomada em razão do risco iminente à vida do custodiado, conforme descrito no relatório enviado às autoridades.
O trajeto foi concluído por volta das oito horas e cinquenta e cinco minutos, com a chegada ao hospital, onde Bolsonaro permanece internado. Ele se recupera de um quadro de broncopneumonia bacteriana e, de acordo com boletim médico divulgado na manhã do dia vinte, não há previsão de alta.
Após o episódio, a defesa apresentou novo pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda não definiu prazo para decisão.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

