A pandemia do novo coronavírus já vitimou 7.920 pessoas em Belo Horizonte até esta terça-feira (5), como aponta o Boletim Epidemiológico da Prefeitura. Como forma de homenagear cada uma das vidas perdidas, está sendo proposta a criação de um memorial aos pés da Serra do Curral.

A iniciativa foi apresentada ao Executivo municipal pelo advogado Rodrigo Bravim.

Bravim comenta que o espaço para a construção do espaço que será chamado de Bosque da Saudade foi cedido pela filha de uma das vítimas da Covid-19. “Dentro deste desejo apresentado de ceder o terreno, pensamos em homenagear além do pai dela, mas também todas as vítimas que nos deixaram precocemente”.

O advogado relembra que a pandemia fez com que todos perdessem algum conhecido para a doença. “Eu perdi uma tia. Todos nós conhecemos uma vítima. A sensação que tivemos é de fazermos parte de uma guerra e sequer pudemos sepultar os nossos entes queridos. Eu não sei se naquele caixão lacrado realmente estava o corpo da minha tia”, afirma.

A ideia do memorial seria justamente para prestar homenagem e reverenciar os que partiram.

“Resolvemos ter a ideia de passar o terreno para a prefeitura e que ela, juntamente com a iniciativa privada construa o memorial. Pretendemos plantar uma árvore para cada vítima. A família vai cuidar como se fosse o ente. A ideia é que seja um lugar de reflexão”.

Conversas com a PBH

Para que a ideia saia do papel, Bravim já se reuniu com o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), no final de junho. “O prefeito ficou muito emocionado com nossa proposta e estamos com tratativas para o memorial ser implementado”, comenta Bravim.

Segundo o advogado, já há empresas manifestando interesse em participar da construção do memorial e isso seria um facilitador para o projeto ser executado.

“Temos também arquitetos querendo ajudar. Vamos trabalhar com a prefeitura e temos como exemplo o mural com os corações feito em Londres, na Inglaterra. Aqui queremos fazer um espaço para lembrarmos todos aqueles que nos deixaram: pai, mãe, avós, jovens e crianças”, conclui.