Quarta-feira (27), em assembleia do Sindicato dos Metroviários (Sindimeto-MG) na Praça da Estação, na região Central, a categoria votou por manter a paralisação.Com quase 40 dias de greve,os metroviários em Belo Horizonte não tem previsão para terminar.
No domingo (1), Dia do Trabalhador, os grevistas anunciaram que vão participar da manifestação na Praça Afonso Arinos, no Centro da capital, convocada pela Central Única dos Trabalhadores e outros movimentos sindicais.
Apesar da decisão judicial em caráter liminar que obriga a circulação dos trens das 5h30 às 10h e das 16h30 às 20h, os trens só funcionam há 38 dias apenas das 10h às 17h. O descumprimento da medida prevê multa diária de R$ 30 mil.
“Na ausência de diálogo do governo e apenas uma promessa não oficial de uma possível reunião sem data marcada fez com que a maioria da categoria decidisse pela continuidade da greve”, declarou o diretor de Comunicação do Sindimetro-MG, Pablo Henrique.
A Companhia Brasileiras de Trens Urbanos (CBTU-BH) informou que tomou todas as medidas judiciais e administrativas possíveis, na tentativa de suspender o movimento.
Segundo a CBTU-BH, no dia 30 de março, foi realizada uma reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2022/2023 que propôs a aplicação de 100% do IPCA como reajuste salarial. Uma das condicionantes propostas pela empresa foi o encerramento da greve, que não foi acatada pelos metroviários
Os metroviários reivindicam também uma resposta do Governo Federal, sobre o futuro dos mais de 1500 empregados públicos no processo de privatização da CBTU-BH.
Enquanto o impasse não se resolve, quem depende do transporte público para se locomover na capital sofre. Por dia, setenta mil usuários deixam de usar o metrô e sobrecarregam os ônibus, resultando em filas e maior tempo de espera.

