A população de Minas Gerais está cada vez mais velha e mais feminina, mostram os dados do IBGE. As proporções de mulheres em relação a homens e de idosos em relação a crianças atingiram os maiores indicadores desde 1980.
Os dados do Censo dão conta que o índice de envelhecimento — proporção de idosos acima de 65 anos em relação às crianças abaixo de 14 — chegou a 68,6.
Isso significa que, em 2022, para cada 100 crianças, havia 68,6 idosos em MG; número superior à média nacional, 55,2.
Em 2010, no estado, a proporção era 36,3, enquanto que no país o índice era 30,7.
Cidade mais velha
A cidade mais velha de Minas Gerais é Estrela do Indaiá, na Região Centro-Oeste. Por lá, são 175,8 idosos para cada 100 crianças.
Ela vem seguida de Antônio Prado de Minas (164,8), Sem Peixe (164,3), Senador José Bento (164,2) e Biquinhas (157,2).
Por outro lado, a cidade mais jovem do estado é Nova Serrana, também no Centro-Oeste mineiro. A proporção é de 21,2 idosos para cada 100 crianças.
Ela vem seguida de São João das Missões (23,9), Delta (28,1), Jaíba (29,3) e Verdelândia (32,1).
Além de mais velho, Minas Gerais também está mais feminino em 2022. A razão de sexo — proporção de homens em relação às mulheres — está em crescimento desde 1980.
Em 2022, eram 95,2 homens para cada 100 mulheres em Minas Gerais. Esse valor é superior à média nacional (94,2).
As cidades mais masculinas do estado são Conceição das Pedras (114,6 homens para 100 mulheres), Vargem Bonita (114,3), São Joaquim de Bicas (114,2) e Tocos do Moji (114).
Já as cidades mais femininas do estado são Belo Horizonte (86,8), Juiz de Fora (88,7), Além Paraíba (89,5) e Governador Valadares (89,9).
A proporção da população adulta de Minas Gerais chegou ao maior patamar desde 1980.
Em 2022, as crianças de 0 a 14 anos eram 18,1% da população, enquanto as pessoas de 15 a 64 eram 69,6% e as de 65 ou mais eram 12,4%.

