Minas Gerais, um dos principais estados exportadores de produtos siderúrgicos do Brasil, pode ser severamente afetado pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio. A taxação de vinte e cinco por cento anunciada pelo governo norte-americano gera preocupações entre os setores produtivos mineiros, especialmente em relação à competitividade das indústrias locais no mercado internacional.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou estar monitorando atentamente os desdobramentos dessa medida. No entanto, ressaltou que, por ser uma taxação aplicada globalmente, e não exclusivamente ao Brasil, há um cenário de concorrência mais equilibrado entre os países impactados.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, demonstrou expectativa de que o Brasil consiga manter uma vantagem competitiva no setor. “Grande parte das nossas exportações são de produtos semielaborados, que passam por processos de industrialização em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas a companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favorável para que o Brasil não saia machucado dessa situação”, afirmou Roscoe.

Segundo ele, a indústria brasileira tem um papel complementar à norte-americana, o que pode ser um diferencial estratégico na manutenção das exportações para os Estados Unidos. A Fiemg seguirá acompanhando as negociações entre os governos brasileiro e norte-americano e avaliando os impactos da medida sobre o setor industrial de Minas Gerais.

Foto: Amanda Koide


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