O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino determinou hoje que a PF (Polícia Federal) instaure um inquérito para apurar “todas as circunstâncias” do assassinato de Marielle Franco.

A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram executados a tiros em março de 2018, no Rio de Janeiro.

A reportagem Dino afirmou que a parceria do governo federal com o Ministério Público do Rio de Janeiro deverá acelerar o andamento e a conclusão das investigações.

A corporação atuará para que o crime seja desvendado definitivamente para saber quem matou e quem mandou matar Marielle Franco.

Consideramos que se trata de um crime de natureza política, com repercussão internacional. A PF ampliará a colaboração para que seja possível concluir as investigações sobre essa organização criminosa, Afirmou Flávio Dino

O delegado Guilhermo Catramby vai conduzir o inquérito na PF.

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime, foram presos em março de 2019 e se tornaram réus pelo homicídio.

Ambos se tornaram alvos da investigação em outubro de 2018, a partir de uma denúncia anônima posteriormente checada pela polícia.

A apuração se baseou principalmente na quebra de sigilo de dados de celulares usados pelos acusados no dia do crime, além de uma perícia que identificou a tatuagem de Lessa no braço de um dos ocupantes do carro, capturada por uma câmera da prefeitura.

Ao longo dos anos, as investigações sobre as circunstâncias do caso têm sido marcadas por tentativas de obstrução, pistas falsas e frequentes trocas no comando do inquérito. Só em 2022, dois delegados estiveram à frente da apuração na PC-RJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro).

Em apuração independente, em 2019, a PF encontrou provas de que houve atos de corrupção praticados por integrantes da Delegacia de Homicídios, da PC-RJ, que impediram o esclarecimento da autoria de assassinatos que envolvem milicianos e integrantes da máfia do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

Como Marielle e Anderson foram mortos?

Eles foram vítimas de uma emboscada no centro do Rio de Janeiro em 14 de março de 2018, quando o Estado estava sob intervenção federal na segurança pública.

A vereadora foi atingida por quatro projéteis na cabeça, e Anderson levou três tiros nas costas.

A assessora que os acompanhava foi ferida por estilhaços.


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