O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, comparece nesta quinta-feira, 15, às 10h, à Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado, para prestar esclarecimentos sobre fraudes envolvendo descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Durante a audiência, o ministro também deverá apresentar informações sobre as políticas públicas adotadas pela pasta, especialmente no que se refere à modernização das práticas de gestão, à qualidade da prestação de serviços públicos e à responsabilidade fiscal no uso dos recursos do INSS. Outro ponto previsto é a apresentação de medidas voltadas à transparência, prestação de contas e comunicação com a população, diante da relevância do tema e do impacto das irregularidades já identificadas.

O convite partiu dos senadores Sergio Moro (União-PR), Dr. Hiran (PP-RR) e Eduardo Girão (Novo-CE), por meio dos requerimentos apresentados à comissão. Sergio Moro, autor do Requerimento 18/2025, ressaltou que, apesar das denúncias e da mobilização da cúpula do ministério, providências concretas só começaram a ser adotadas em março de 2024, com a publicação de novas normas pelo INSS para regular descontos em benefícios. Segundo ele, registros do Conselho Nacional de Previdência mostram que o tema só foi formalmente debatido em abril, quase dez meses após os primeiros alertas. Durante esse período, auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram perdas de até R$ 250 milhões por mês, valor que teria triplicado em menos de um ano.

Já o senador Eduardo Girão, no Requerimento 20/2025, chamou atenção para o impacto social das fraudes. “O golpe atinge diretamente idosos em situação de vulnerabilidade, alvos frequentes de organizações criminosas. A resposta do Estado deve ser firme, com total transparência, rigor investigativo e responsabilização dos envolvidos”, afirmou.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados


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