O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (17) que espera rapidez do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na liberação de licenciamentos ambientais para exploração de petróleo na Margem Equatorial, após o leilão de blocos na região. “Tenho certeza de que o Ibama vai agilizar os licenciamentos lá a partir da autorização da Petrobras”, declarou o ministro.
A declaração foi feita após o leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que arrecadou R$ 989,26 milhões em bônus de assinatura. Ao todo, 34 dos 172 blocos ofertados foram arrematados por empresas do setor, sendo 19 deles localizados na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.
Silveira celebrou o interesse internacional pelos blocos brasileiros e mencionou a atuação de multinacionais na região. “Não podemos continuar a perder oportunidades. Interesse das norte-americanas, Chevron e Exxon, que já operam na Guiana, demonstra que nosso potencial é gigantesco.”
Em maio, o Ibama aprovou o plano de proteção à fauna apresentado pela Petrobras, parte do Plano de Emergência Individual (PEI) para atividades de pesquisa marítima em um dos blocos da bacia. A estatal já iniciou vistorias e simulações na área, preparando-se para futuras operações de exploração.
O ministro também destacou a importância fiscal da arrecadação obtida. “O resultado vai nos ajudar na arrecadação, ajudando na melhoria das contas públicas. Quase 1 bilhão que não estava previsto para este ano. Isso auxilia o governo a evitar cortes maiores no orçamento, que trariam impacto para saúde e educação.”
A Petrobras liderou os lances em consórcio com a ExxonMobil, e outras sete empresas também participaram do leilão, que ofertou 63 blocos na Margem Equatorial.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

