Nesta quinta-feira (1º), os ministros das Relações Exteriores de países-membros do BRICS se encontraram em Cape Town na África do Sul para uma reunião de cúpula. Em meio a diversas pautas, algumas tiveram destaque, como o pedido dos chanceleres à comunidade internacional para que se fortaleça o sistema de controle de armas.
“Os ministros pediram o fortalecimento do sistema de controle de armas, desarmamento e não proliferação, incluindo a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção e Armazenamento de Armas Bacteriológicas [Biológicas] e Toxinas e sobre sua Destruição [BTWC] e a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Uso de Armas Químicas e de Sua Destruição [CWC], e por preservar sua integridade e eficácia para manter a estabilidade global e a paz e segurança internacionais”, disse o comunicado conjunto divulgado pelo bloco.
Os diplomatas também apoiaram as negociações de um acordo multilateral sobre a prevenção de uma corrida armamentista no espaço.
“Os ministros reafirmaram seu apoio para garantir a sustentabilidade a longo prazo das atividades espaciais e a prevenção de uma corrida armamentista no espaço sideral e de seu armamento, inclusive por meio de negociações para adotar um instrumento multilateral juridicamente vinculativo relevante”, dizia o documento.
Ao mesmo tempo, as autoridades apreciaram os esforços de mediação internacional destinados a encontrar uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia.
“Os ministros recordaram suas posições nacionais sobre a situação dentro e ao redor da Ucrânia […]. Eles observaram com apreço propostas relevantes de mediação e bons ofícios voltados para a resolução pacífica do conflito por meio do diálogo e da diplomacia.”
Os ministros das Relações Exteriores do BRICS condenaram todos os ataques terroristas contra infraestrutura crítica, incluindo instalações de energia.
“Eles condenaram veementemente todos os ataques terroristas contra infra-estrutura crítica, incluindo instalações críticas de energia, e contra outros alvos vulneráveis”, disse o comunicado, acrescentando que o chanceleres ressaltaram a necessidade de garantir a segurança energética, uma vez que ela é crucial para o desenvolvimento econômico, a estabilidade social, a segurança nacional e o bem-estar de todas as nações do mundo”, dizia o comunicado.

