Após enfrentar a pior seca dos últimos 74 anos, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Brasil busca recuperar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas por meio de ajustes operacionais no Sistema Interligado Nacional (SIN). O Ministério de Minas e Energia (MME), sob a liderança do ministro Alexandre Silveira, implementa ações para garantir a segurança energética e hídrica do país.

A partir de segunda-feira, 2 de dezembro, entram em vigor duas resoluções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) que estabelecem regras para os reservatórios das bacias dos rios Grande e Paranaíba. A Resolução ANA nº 193, de 10 de maio de 2024, define restrições para as usinas de Furnas e Mascarenhas de Moraes, enquanto a Resolução nº 194 regula as usinas de Emborcação e Itumbiara. As restrições limitam as defluências máximas com base nos níveis de armazenamento, priorizando a recuperação dos reservatórios.

Alexandre Silveira destacou a importância dessas medidas para a preservação e recuperação das represas, fundamentais para geração de energia e usos múltiplos como turismo e piscicultura. “Estamos aprimorando a gestão dos recursos energéticos nas bacias hidrográficas para garantir segurança hídrica e energética, sempre considerando as atividades que fortalecem a economia regional”, afirmou o ministro, que também preside o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Simulações realizadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projetam restrições operativas significativas para os reservatórios de Furnas e Emborcação em dezembro de 2024. Furnas deverá operar com uma defluência máxima média de 500m³/s, equivalente a 35% da capacidade máxima de turbinamento, enquanto Emborcação terá restrição de 140m³/s, cerca de 14% da capacidade.

Essas medidas são esperadas para acelerar a recuperação dos armazenamentos e fortalecer a resiliência dos reservatórios em um cenário de mudanças climáticas e crescente demanda por recursos hídricos e energéticos. O ministro Silveira reiterou o compromisso com políticas integradas que atendam à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável nas bacias hidrográficas do Brasil.

Foto: Wikipedia


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