O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo para que as defesas dos réus apontados como integrantes do chamado núcleo 4 da trama golpista, conhecido como “núcleo da desinformação”, apresentem suas últimas manifestações. Essa fase marca a etapa final antes do julgamento pelo Supremo, que vai definir a responsabilidade criminal dos acusados.
Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo seria responsável por espalhar notícias falsas e realizar ataques contra instituições e autoridades do país. “Trata-se de um núcleo estruturado para desestabilizar a ordem democrática por meio da desinformação”, afirmou a acusação.
Entre os nomes listados estão Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado; Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército; Carlos César Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal; Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército; e Marcelo Araújo Bormevet, policial federal e ex-membro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os réus foram denunciados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
No despacho, assinado na última sexta-feira, Moraes ressaltou que a fase de instrução processual já foi concluída, com a coleta de provas e depoimentos. “Agora é o momento de as defesas apresentarem suas alegações finais”, destacou.
Com a abertura desse prazo, o processo fica pronto para ser incluído na pauta de julgamento do STF.
Foto: Antônio Augusto/STF

