O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quarta-feira, 5, o arquivamento do inquérito que investigava o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por suposta omissão nos ataques de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram os prédios públicos da Praça dos Três Poderes.
A decisão de Moraes seguiu a manifestação do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, que concluiu que, após a realização de todas as diligências possíveis, não foram encontrados elementos que justificassem a continuidade da investigação. Segundo Gonet, “esgotadas as diligências viáveis e sem outra linha investigatória idônea, os fatos relatados não revelam justa causa hábil a autorizar o prosseguimento da persecução penal contra Ibaneis Rocha Barros Júnior”.
A investigação da Polícia Federal (PF) incluiu a quebra dos sigilos telefônico e telemático do governador, além da apreensão de equipamentos eletrônicos. Após a análise do material, a PF concluiu que não houve qualquer ação de Ibaneis Rocha para alterar planejamentos de segurança, desfazer ordens de autoridades, omitir informações ao governo federal ou impedir a repressão aos manifestantes durante os atos de vandalismo.
Além disso, a PF não encontrou indícios de que o governador tenha apagado dados dos celulares apreendidos, conforme informou o STF na noite desta quarta-feira.
Ibaneis Rocha chegou a ser afastado temporariamente do cargo durante a investigação. No decorrer do processo, o governador entregou voluntariamente dois celulares à Polícia Federal para perícia. Nos dispositivos, foram encontradas cópias de documentos nos quais ele repudiava os ataques e solicitava apoio da Força Nacional para reforçar a segurança na Praça dos Três Poderes.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

