O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Ele está no Estados Unidos, em férias com a família. Mores também determinou a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do DF.
No domingo, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a prisão em flagrante do ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) por suspeita de envolvimento, por ação ou omissão, nas invasões das sedes dos Três Poderes.
Como parte das diligências, a Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira, um mandado de busca e apreensão na casa de Torres, localizada em um bairro nobre de Brasília. A informação sobre a prisão do ex-ministro ainda não foi confirmada oficialmente pelo STF, mas já circula entre integrantes do governo federal ouvidos pela reportagem.
Torres tomou posse como secretário no dia 2 de janeiro e, em seguida, viajou para os Estados Unidos. No dia dos atos de terrorismo, no domingo (8), o ex-ministro não estava no país.
Ele foi exonerado do cargo horas depois de os extremistas conseguirem avançar pela Esplanada dos Ministérios – e destruir as sedes do STF, Palácio do Planalto e Congresso.
A decisão foi tomada pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que foi afastado do cargo também por decisão de Moraes. O afastamento é válido por 90 dias.
A escolha de Torres para a secretaria foi muito criticada devido à proximidade dele com Bolsonaro. Em Brasília, havia desconfiança sobre como seria a sua postura à frente da pasta.
Nesta terça-feira, Ricardo Cappelli, que foi escolhido pelo governo federal como interventor e está no comando da Secretaria de Segurança Pública, afirmou não se tratar de uma “coincidência” o fato de os atos de vandalismo do último domingo terem ocorrido após Torres ter assumido a pasta.
“Eu deixo a reflexão. É coincidência um ex-ministro de Bolsonaro assumir a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e no dia 8 acontecer o que aconteceu? Não me parece uma coincidência”, disse Capelli.

