O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu liberdade provisória à cantora gospel Fernanda Rodrigues de Oliveira, suspeita de participar da organização dos atos do 8 de janeiro. Ela estava presa desde agosto.

Moraes concedeu a liberdade provisória com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de se ausentar do país e de utilização de redes sociais.

A cantora, mais conhecida como Fernanda Ôliver, foi solta na tarde de hoje e está na residência da família, em Goiânia, disse a defesa ao UOL. Ela estava presa na CPP (Casa de Prisão Provisória) de Aparecida de Goiânia desde 17 de agosto.

A defesa pediu pela revogação da prisão preventiva sob o argumento que já não existiam os requisitos para a manutenção da custódia. “Apesar de alegar a existência de ‘risco concreto de mobilizações criminosas’, tal fundamento já não possui qualquer contemporaneidade. Os fatos ocorreram há 8 (oito) meses e não houve fatos novos”, diz o pedido.

Os advogados também argumentaram que a cantora tem bons antecedentes para justificar a revogação da prisão, como o fato de ser ré primária, ter residência fixa e uma profissão de “cantora e compositora”.

Fernanda Ôliver, natural de Araguaçu (TO), transmitiu a invasão do 8 de janeiro ao vivo em suas redes sociais. Ela ficou conhecida como uma das “musas das manifestações” e se apresentava em acampamentos ilegais montados em frente a quartéis-generais do Exército após as eleições.

Ela também era a voz por trás do “hino das manifestações”, uma versão em português da faixa “Stand Up”, gravada por Cynthia Erivo para a trilha sonora do filme “Harriet“. “Vou lutar com meu povo / Por Deus, pátria, família”, cantava Fernanda no cover.

A cantora gospel foi presa na 14ª fase da Operação Lesa Pátria, que procura identificar pessoas que “incitaram, participaram e fomentaram os fatos ocorridos em 8/1”, quando as sedes dos três poderes em Brasília foram invadidas e depredadas.


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