Sergio Moro se tornou alvo do PCC após proibir visitas íntimas aos presos no sistema penitenciário federal. No UOL News desta quinta, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya forneceu alguns detalhes do plano traçado por facções criminosas para atacar servidores públicos e autoridades e frustrado pela Polícia Federal.

Moro é alvo destes criminosos por conta da portaria que ele baixou proibindo as visitas íntimas no sistema penitenciário federal. Isso realmente desagradou esses criminosos, não só do PCC, mas de todas as facções”, disse Lincoln Gakiya, promotor de Justiça.

Gakiya, que também estava na mira do plano dos criminosos, criticou o uso político da operação policial por conta da repercussão da fala de Lula de “F… esse Moro” enquanto esteve preso em Curitiba.

Embora o plano em si tenha sido descoberto em janeiro deste ano, os documentos e informações das investigações dão conta de que o plano está em andamento desde agosto de 2022, portanto no governo anterior.

“Não há motivo para dizer que foi algo engendrado pelo governo atual ou algo parecido. Infelizmente, estão fazendo uso político de uma operação de sucesso”, afirmou Lincoln Gakiya, promotor de Justiça.

Lincoln Gakiya revelou que o ataque a autoridades orquestrado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), que tinha ele mesmo e o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) como alvos, era um ‘plano B’. A primeira opção era resgatar Marcola, líder da facção criminosa.

O plano não era só contra Sergio Moro e a mim. Em 2019, o PCC já havia determinado que a prioridade era tentar o resgate do Marcola. Eles determinaram isso como ‘plano A’ e o denominaram com ‘STF’. O ‘plano B’ era o ‘STJ’. Se o resgate do Marcola não tivesse sucesso, era para desencadear o ‘plano B’, que eram ataques a agentes públicos e sequestro de autoridades para forçar o governo a devolver Marcola para o sistema penitenciário paulista”, disse Lincoln Gakiya, promotor de Justiça.


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