Morreu nesta quarta-feira, 17 de janeiro, aos 94 anos, o servidor aposentado da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) da UFMG Hélcio Nunan Macedo. Seu corpo será velado nesta quinta-feira, 18 de janeiro, das 8h às 11h, na sala Memorial Colina, no Cemitério Parque da Colina (Rua Santarém, 50, bairro Nova Cintra). Nunan trabalhou durante 40 anos na Unidade, além de ter construído uma bem-sucedida carreira como atleta, técnico e dirigente de voleibol.

Hélcio Nunan Macedo nasceu em Belo Horizonte em 1929. Ingressou na Escola de Educação Física em maio de 1959 e testemunhou acontecimentos importantes da Unidade, como a fundação da sede no bairro da Gameleira e sua federalização, quando passou a integrar o grupo de unidades da UFMG. “Nunan talvez tenha sido a pessoa que mais tenha vivenciado as principais transformações da Escola”, afirma o diretor Gustavo Pereira Côrtes, que conviveu com o servidor na segunda metade da década de 1980 como estudante da graduação. Nessa época, Nunan era chefe da seção de ensino. “Sempre foi uma pessoa muito solícita e já era uma referência esportiva, todos sabiam de seu trabalho no vôlei. Ele desempenhou também um papel muito importante na incorporação dos cursos de Fisioterapia e Terapia à então Escola de Escola de Educação Física”, disse o diretor.

Legado para o vôlei

Hélcio foi atleta do Minas Tênis Clube e jogador da seleção brasileira no início da década de 1950, quando disputou o primeiro sul-americano da modalidade. Como técnico, trabalhou no Mackenzie, nos anos 1950 e 1960, e como auxiliar técnico da seleção feminina em 1967. Presidiu a Federação Mineira de Vôlei de 1975 a 1990. Em 1997, a convite da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), assumiu a supervisão e coordenação das seleções femininas de base, cargo que ocupou durante 20 anos. Por isso, sua morte também foi muito lamentada no universo do voleibol. A própria CBV divulgou uma nota de pesar. “Recebemos a notícia com imensa tristeza. Hélcio se preocupava muito com o desenvolvimento dos jovens talentos. Seu objetivo não era apenas formar atletas, mas cidadãos. Fez parte da história de diversos medalhistas olímpicos e deixou um imenso legado para o vôlei nacional. Em respeito, a CBV decretou luto oficial de três dias. Nesse período, faremos um minuto de silêncio antes de todos os jogos da Superliga”, informou o presidente Radamés Lattari.

Em 2019, Hélcio Nunan doou o patrimônio relativo à sua carreira, como medalhas, fotos e documentos diversos, para o Centro de Memória da EEFFTO. Na época, ele participou do Projeto de pesquisa e extensão história oral: produzindo fontes sobre a Escola de Educação Física da UFMG e os 50 anos de sua federalização, financiado pela Pró-reitora de Pesquisa (PRPq). Na entrevista que concedeu à professora Meily Assbú Linhales, ele compartilhou memórias de sua carreira no vôlei e expressou seu afeto pela Escola que ajudou a construir. Perguntado sobre o lugar da EEFFTO em sua vida, Nunan respondeu: “É o primeiro lugar, o melhor lugar da minha vida, onde aprendi muito”.

Com informações dos sites da EEFFTO e da CBV


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