O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) instaurou inquérito civil para apurar as causas da elevação do nível de emergência da barragem de rejeitos de mineração B1, em Brumadinho, hoje sob responsabilidade da empresa Mineração Morro do Ipê S.A.

A barragem, que até então possuía declaração de condição de estabilidade, foi elevada para o nível 1 de emergência neste ano.

Em 2019, quando pertencia à mineradora Vale, a barragem se rompeu e causou um grande desastre humano — 270 mortos e centenas de desabrigados — e ambiental, com contaminação dos rios e nascentes numa larga área.

Procurada, a Vale disse que a barragem não está mais sob sua responsabilidade.

A Ipê S.A. Assinou em 2022 Termo de Compromisso com o MPMG para descaracterizar, no menor prazo possível, as suas barragens de rejeitos alteadas à montante de forma a trazer segurança definitiva para a área.

Procurada pela reportagem, a Mineração Morro do Ipê S.A ainda não se manifestou.

Em janeiro, um dia antes dos crimes ambientais prescreverem, a Justiça Federal em Minas Gerais aceitou uma denúncia do MPF (Ministério Público Federal) e tornou Vale, Tüv Süd e 16 pessoas rés pelo desastre ocorrido em 2019.


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