O endividamento pode corroer não apenas a conta bancária, mas também a saúde. A Serasa ouviu pessoas endividadas ao redor do Brasil e 83% delas declararam que literalmente estão perdendo o sono devido à preocupação.

O acúmulo de dívidas exige que os trabalhadores mantenham o trabalho para conseguir quitá-las, porém, por outro lado, sete em cada dez endividados afirmam que estão perdendo a concentração nas tarefas diárias pensando no que devem.

O endividamento pode corroer não apenas a conta bancária, mas também a saúde. A Serasa ouviu pessoas endividadas ao redor do Brasil e 83% delas declararam que literalmente estão perdendo o sono devido à preocupação.

O acúmulo de dívidas exige que os trabalhadores mantenham o trabalho para conseguir quitá-las, porém, por outro lado, sete em cada dez endividados afirmam que estão perdendo a concentração nas tarefas diárias pensando no que devem.

Mesmo que a taxa de desocupação esteja diminuindo no Brasil — ela foi de 8,7% no terceiro trimestre deste ano —, a inadimplência continua subindo. Em setembro, ela bateu um recorde, segundo a Serasa, com quase 68,4 milhões de pessoas com dívidas em atraso. O desemprego é a principal causa dessa situação, apontado por 29% dos entrevistados como maior motor do endividamento.

Além da insônia e da falta de foco, as dívidas também afetam a vida social de 83% dos endividados. Seis em cada dez entrevistados afirmaram que as dívidas interferem na vida conjugal.

“Quando um dos cônjuges ou companheiros está endividado, isso acaba impactando diretamente na relação, tanto em termos de projetos de vida quanto no dia a dia, podendo impactar também na coesão financeira, que envolve processos de tomada de decisões bem como a intimidade financeira, quando um dos cônjuges deixa de mostrar seus números financeiros ao outro (salários, bônus e até dívidas). Muitos casais não conseguem seguir juntos após o episódio da dívida, em função de questões financeiras, de má gestão de recursos”, enfatiza a psicóloga Valéria Meirelles. Quase quatro em cada dez endividados também disseram ter se afastado dos amigos.

A relação da família também pode ser afetada devido ao desequilíbrio entre contar com os familiares para apoio financeiro e a vergonha de admitir o nome sujo aos parentes.

Na pesquisa da Serasa, 63% dos entrevistados disseram que as dívidas impactaram no relacionamento com familiares e 57%, que se sentiram mal por precisar pedir dinheiro a parentes. Pouco mais da metade dos inadimplentes têm vergonha de si mesmos e, por isso, três em cada dez chegaram a parar de frequentar reuniões familiares.

“O atraso das dívidas numa sociedade em que grande parte do sucesso de uma pessoa é medido e associado ao aspecto financeiro implica diretamente em sentimentos de alguma falha ou incompetência, inadequação. Neste sentido, é natural para o endividado de boa-fé sentir vergonha. É um dos sentimentos mais comuns, pois a pessoa não se sente capaz de dar conta da própria vida, uma vez que o dinheiro, principal ferramenta para lhe garantir dignidade, está em escassez ou sob risco”, explica Meirelles.

Em meio aos sentimentos negativos, entretanto, resta esperança de quitar as dívidas para 70% dos entrevistados. É um aumento em comparação a 2020, quando 59% dos entrevistados pela Serasa tinham essa perspectiva.

O levantamento de 2022 foi realizado a partir de um questionário online, aplicado nas cinco regiões do país para 5.225 pessoas, e pode ser acessado na íntegra no site da instituição.

Até o dia 5 de dezembro, é possível negociar dívidas no Feirão Serasa Limpa Nome. O consumidor pode conferir quais dívidas estão disponíveis para quitação pelos canais: serasalimpanome.com.br, telefone 0800 591 1222 e WhatsApp (11) 99575–2096.


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