A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta terça-feira que não há indícios de um surto maior de hantavírus após a identificação de casos da doença em passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico. O alerta foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva.

Segundo Tedros, até o momento foram registrados 11 casos da doença, incluindo três mortes. Nove pacientes tiveram confirmação para a cepa Andes do hantavírus, enquanto os outros dois seguem como casos prováveis sob investigação médica.

Apesar da preocupação envolvendo a circulação internacional de passageiros, o diretor da OMS afirmou que não existem evidências indicando transmissão em larga escala. Ele ressaltou, entretanto, que a situação continua sendo monitorada devido ao longo período de incubação da doença, que pode provocar novos registros nas próximas semanas.

De acordo com a OMS, não houve novas mortes desde o dia 2 de maio, quando a entidade recebeu a primeira comunicação oficial sobre os casos relacionados ao cruzeiro. Todos os pacientes suspeitos ou confirmados foram isolados e seguem sob acompanhamento médico rigoroso.

A organização internacional informou ainda que os países responsáveis pelo recebimento dos passageiros repatriados deverão acompanhar diariamente o estado de saúde dos viajantes. A recomendação é de monitoramento ativo durante 42 dias após a última exposição ao vírus, registrada em 10 de maio.

A OMS também orienta que qualquer pessoa com sintomas compatíveis seja imediatamente isolada e receba atendimento médico. Entre os principais sintomas da doença estão febres, dores musculares, fadiga e dificuldade respiratória.

Tedros afirmou que especialistas seguem acompanhando cada caso suspeito relatado pelos países envolvidos e destacou que a cooperação internacional será mantida até o encerramento completo das investigações sanitárias relacionadas ao episódio ocorrido no navio.

Foto: Denis Belibouse


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