Rodrigo Pacheco, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu neste sábado a necessidade de um “espírito de estadista” para enfrentar a devastação provocada pelos temporais que atingiram a Zona da Mata mineira. O senador voltou a manifestar solidariedade às famílias que perderam parentes em decorrência dos eventos climáticos extremos que causaram mortes e destruição na região.

O parlamentar participou de vistoria às áreas mais atingidas juntamente com o presidente e ministros do governo federal. Municípios como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa registraram danos severos à infraestrutura urbana, além de prejuízos significativos a residências, prédios públicos e equipamentos essenciais. Para Pacheco, a gravidade da situação exige postura institucional responsável e cooperação entre os entes federativos.

“Em determinados momentos se exige o espírito de estadista para poder cuidar daquilo que é hoje uma grande tragédia nacional, infelizmente que acometeu a Zona da Mata mineira”, afirmou o senador ao comentar as providências anunciadas pelo Executivo federal.

Pacheco ressaltou que a presença do presidente Lula e de diversos ministros demonstra a dimensão da crise e a prioridade dada ao enfrentamento dos impactos. Ele destacou a implantação de um gabinete estendido do governo federal em Juiz de Fora como instrumento para acelerar decisões e garantir respostas rápidas à população atingida. “A presença do presidente Lula, de sua comitiva com diversos ministros, a iniciativa da implantação de um gabinete estendido, aqui em Juiz de Fora, para poder dar as respostas devidas à Zona da Mata mineira, são reveladoras de algo que se espera muito de um governante, que é responsabilidade política”, declarou.

Ex-presidente do Congresso Nacional, Pacheco afirmou que o Parlamento deverá se mobilizar para aprovar medidas semelhantes às adotadas na tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul. Segundo ele, naquele momento foi possível unir diferentes partidos e correntes ideológicas em torno do apoio emergencial ao estado atingido.

“Precisa gerar o espírito de solidariedade federativa, assim como aconteceu em relação ao Rio Grande do Sul, quando eu, presidente do Congresso Nacional, pude mobilizar todo o Congresso, independentemente de partido, independentemente de ideologia, independentemente de estado da Federação”, disse.

O senador acrescentou que instrumentos como medidas provisórias, decretos de calamidade, suspensão de dívidas e abertura de créditos extraordinários podem ser novamente utilizados para atender às necessidades da Zona da Mata mineira.

“Nós, políticos, não podemos nos dividir. Temos que nos unir. A partir de segunda-feira, tomemos as providências, os projetos necessários, as medidas provisórias necessárias para tratar essa tragédia com a dimensão que ela representa, porque é o nosso papel como Poder Legislativo”, afirmou.

Ao final, Pacheco declarou sentir-se reconfortado ao perceber o que classificou como dedicação integral do presidente da República às demandas de Minas Gerais diante da calamidade que atinge a região.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado


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